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domingo, 18 de dezembro de 2011

Mexilhão Dourado

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O mexilhão dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a República Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
Durante a fase larval o “mexilhão-dourado” é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina por alojar-se em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.
Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna daqui, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.
Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto hórus: http://www.institutohorus.org.br/
Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
- Destruição da vegetação aquática;
- Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
- Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
- Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
- Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções freqüentes para limpeza e encarecendo a produção;
- Prejuízos à navegação, com o comprometimento de bóias e trapiches e de motores e estruturas das embarcações.

O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho

A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.
Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.
A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.
Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar este mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

Agricultores

Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto.
Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano. Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.

Usuários de embarcações de qualquer tamanho

Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
Retirar a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.

Pescadores

Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

Links úteis

MMA – Conabio
Câmara Técnica Permanente sobre Espécies Exóticas Invasoras - CTPEEI
http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=15&idConteudo=7434
CDB - Convenção sobre diversidade biologica
http://www.cbd.int/
Instituto Hórus de desenvolvimento e conservação ambiental
Apresenta ‘Características da invasão’ pelo Mexilhão-dourado, entre outras informações, em:
http://i3n.institutohorus.org.br/ver_especie_invasion.asp?id_especie=48
Referências bibliográficas em:
http://i3n.institutohorus.org.br/ver_especie_bibliografias.asp?id_especie=48
Base de dados de espécies exóticas invasoras do Brasil:
http://i3n.institutohorus.org.br

Artigos e publicações científicas

MANSUR, Maria Cristina Dreher et al. Primeiros dados quali-quantitativos do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei (Dunker), no Delta do Jacuí, no Lago Guaíba e na Laguna dos Patos, Rio Grande do Sul, Brasil e alguns aspectos de sua invasão no novo ambiente. Rev. Bras. Zool. [online]. 2003, vol.20, n.1, pp. 75-84. ISSN 0101-8175.
http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v20n1/v20n1a09.pdf

Projetos

Eventos

Fonte: http://www.ibama.gov.br/areas-tematicas/mexilhao-dourado

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rio + 20

Pessoal vamos acompanhar a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável Rio + 20. O site - http://www.radarrio20.org.br/ - vai informar tudo o que está acontecendo e o que ocorrerá. É interessante, mais praticamente uma obrigação que devemos acompanhar e ficarmos de olho. Os gastos do Governo são imensos. Vamos fazer a nossa parte.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

6 curiosidades sobre o isopor

Lydia Cintra 31 de outubro de 2011
Prazer, EPS
O nome como o conhecemos é o que caiu no “popular”. Na verdade, isopor é a marca registrada da Knauf Isopor Ltda, empresa que fabrica o poliestireno expandido (ou EPS, na sigla em inglês), descoberto na Alemanha em 1949.
Feito de quê?
O isopor é um tipo de plástico fabricado a partir do estireno, derivado do petróleo. O material passa pelo processo de polimerização, formando o poliestireno, composto por carbono e hidrogênio. Ele é expandido (mais de 95% de ar) e por isso pode se transformar em produtos com vários formatos.
Aplicações
O isopor é usado em diversos setores da indústria. Os mais vistos pelos consumidores são as embalagens, caixas térmicas e proteção para aparelhos e máquinas como televisão e geladeira, e produtos frágeis como remédios. Mas também é usado na construção civil, por ser bom isolante térmico e resistente a determinadas condições. Entra, por exemplo, na preparação de concreto leve lajes, telhas, forros e câmeras frigoríficas.
Reciclagem
O isopor é reciclável. Para isso, deve estar limpo e separado de partes metálicas, de papel ou adesivos. No processo, é triturado e reduzido mecanicamente para formar pérolas (pequenas bolinhas). Após o aquecimento dos flocos em sistemas de extrusão, o ar é liberado e eles são fundidos. A máscara viscosa que é formada dá origem a objetos como clipes de papel, interruptores, caixas e materiais de escritório. A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) disponibiliza um vídeo que mostra o passo a passo do processo de fabricação e reciclagem.

Pérolas de EPS (Foto: Senai)
A questão do descarte
O processo de coleta e reciclagem do material não é tão simples. Como é leve, porém muito volumoso, o transporte acaba sendo caro. Para que seja viável, as quantidades devem ser muito grandes e muitas cooperativas não estão preparadas – por isso, muitas nem se interessam pelo material.
O isopor descartado de forma incorreta acarreta uma série de prejuízos à natureza: ocupa muito espaço nos aterros e lixões, que estão saturados e poderiam ser destinados a outros resíduos. Por ter a decomposição muito lenta e ser impermeável, prejudica o solo e impede a penetração de água. Quando cai em rios e mares, além de poluir, podem confundir os animais (que pensam que é comida).
O que fazer?
O isopor é um bom aliado em muitos produtos. Hoje em dia, no entanto, é usado em muitas situações em que é possível evitá-lo. Para fazer a sua parte, prefira embalagens de supermercados para produtos como ovos e carne que não sejam de isopor. O mesmo vale para bandejas de frios e legumes. Quando comprar um produto, procure deixar a proteção de isopor na própria loja ou então faça o descarte na parte de “plástico” das lixeiras de coleta seletiva.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/6-curiosidades-sobre-o-isopor/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Jornal Ambientebrasil

Edição N° 3906 - 12/10/2011
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Jornal Diário

 

Câmara propõe que Rio+20 seja marco mundial de desenvolvimento sustentável com responsabilidade social

O objetivo é que os representantes dos cerca de 100 países que participarão dos debates assumam compromissos formais de estímulo à economia com garantias à preservação ambiental e da qualidade da água e do ar somados ao equilíbrio social.

 

Seca amazônica gerou emissão recorde com CO2 que superou a Índia

A partir de imagens de satélite indicando o quão verde estava a floresta, combinadas com simulações computacionais do ciclo do carbono, Christopher Potter, pesquisador do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, apresentou um cenário preocupante para o ecossistema da região.

 

Cientistas da Argentina rastreiam últimos exemplares de onça-pintada

Animais correm risco de extinção no país devido à caça predatória. Estima-se que restam 50 onças no lado argentino das Cataratas do Iguaçu.

 

Baleia encalhada é removida de praia em Vila Velha/ES

Animal foi retirado pela prefeitura na tarde desta segunda-feira (10). Foram removidas 15 toneladas de carne estragada.

 

Indonésia liberta 600 tartarugas e tenta coibir tráfico de animais

Animais foram libertados no rio Bupul, após repatriação feita pela China. Espécie é considerada ameaçada de extinção no país.

 

Preguiça é encontrada em terminal de ônibus, no Grande Recife/PE

Funcionários de uma empresa de empresa de ônibus encontraram o animal. Ele teria caído de uma árvore na noite de segunda-feira (10).

 

Número de pessoas com tuberculose recua pela 1ª vez na história, diz OMS

Ao todo, 8,8 milhões ficaram doentes no ano passado. Número de mortes pela doença caiu 40% entre 1990 e 2010.

 

Ministro diz que vazamento é pior desastre marítimo da Nova Zelândia

Navio liberiano encalhou na Ilha do Norte e está soltando petróleo no mar. Durante a noite, derramamento piorou e pode passar de 300 toneladas.

 

Empresa suspende projeto de porto no Encontro das Águas, no AM

Terminal portuário seria construído em área considerada patrimônio natural. Justiça reverteu decisão que anulava processo de tombamento do local.

 

Risco de erupção vulcânica retira moradores de vila em ilha espanhola

Moradores de La Restinga, na ilha El Hierro, nas Canárias, deixaram casas. Medida é preventiva, segundo as autoridades locais.

 

Tecnologia da UFMG reduz casos de dengue em Minas Gerais

Casos da doença nos 20 municípios que usam o sistema criado pela instituição caíram pela metade em relação às outras cidades.

 

Ministério do Meio Ambiente lança nesta quarta-feira campanha de coleta de lixo eletrônico

Até o próximo dia 26, as populações de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro poderão descartar de forma correta o lixo eletrônico, como celulares e computadores obsoletos e estragados.

 

Governo anuncia aumento de 20% em recursos para combate à dengue

Ministério aplicará mais R$ 90 milhões além dos R$ 450 milhões previstos. Conforme governo, houve redução de 24% nos casos de dengue neste ano.

 

Operação flagra crime ambiental e fecha carvoaria em área de proteção no Rio

A carvoaria queimava árvores de manguezais da Baía de Guanabara. Também foram autuadas 30 empresas de reciclagem de lixo que jogavam os resíduos no mar.

 

Paraná confirma segundo caso de dengue tipo 4

A Secretaria de Saúde investiga ainda outro caso de dengue tipo 4, que está em fase de exame laboratorial.

 

STJ cassa liminar que garantia permanência de índios em área nobre de Brasília

As etnias Fulni-o Tapuya, Kariri-Xocó, Korubo, Guajajara, Pankararu e Tuxá já estavam na área quando o bairro começou a ser planejado e argumentam que a região é considerada um “santuário de pajés”.

 

Poluição endurece as artérias, afirma estudo feito na Suécia

Problema aumenta risco de ataques do coração. Estudo foi publicado nesta terça-feira (11) em revista especializada em meio ambiente.

 

Ciência analisa se antimatéria é submetida à gravidade

Se for provado que antimatéria reage de forma diferente à matéria com relação à gravidade ocorrerá uma revolução na física.


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