Páginas

domingo, 19 de maio de 2013

Entenda como o corpo humano reage ao frio

A temperatura do ambiente é a mesma para todos. A do corpo também. Então por que sentimos frio de formas diferentes? Decifre os alertas do nosso organismo

Se todo mundo tem a mesma temperatura corporal, o que faz uma pessoa ser mais friorenta que a outra? E homens sentirem menos frio que as mulheres? E por que a gente treme quando sente frio? Como é de costume na natureza, nada é por acaso – todos esses efeitos têm uma razão de ser, uma justificativa biológica conhecida pelos cientistas.

Todo mundo já passou frio. Essa sensação é causada por sensores espalhados pelo nosso corpo – algumas pessoas têm mais que outras e a localização deles também varia. Quanto mais sensor, mais severa a percepção de frio, mais friorenta a pessoa. Se eles estiverem concentrados na orelha, é nesse ponto que a pessoa sofrerá mais, obviamente. Esses sensores servem só para o frio, ignorando completamente o calor.
Com pequenas variações, a sua temperatura corporal, a de um esquimó do Alasca e a de um beduíno na Jordânia será a mesma: 36,5ºC. Se passar de 42ºC ou baixar pra menos de 30ºC, você provavelmente está morrendo. A sensação de frio, portanto, é um alerta para que você fique em algum lugar nessa faixa.

A gente fica arrepiado por causa do músculo que cada pelo tem na superfície da pele. Com o frio, esse músculo se contrai e o pelo fica eriçado. Com todos os pelos arrepiados, forma-se uma camada de ar que preserva o calor bem junto à nossa pele.

Os músculos parecem ter um papel essencial nessa equação toda. O princípio básico é: quanto mais músculo, menos frio. Exatamente por isso que elas sofrem mais que eles nesse aspecto – em média, o corpo dos homens têm 45% de músculos, contra 25% das mulheres. Além disso, ser friorenta é um jeito de fazer com que elas fiquem mais precavidas em relação ao frio, protegendo um eventual feto das baixas temperaturas. Em relação ao queixo batendo e a tremedeira involuntária que sentimos durante uma rajada de vento gelado, isso é só um jeito do corpo se movimentar e, portanto, se aquecer. 
 
Fonte: http://revistagalileu.globo.com

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cientistas confirmam que nova partícula é o bóson de Higgs

 

15 Março 2013 por: Redação Horizonte MS/Foto: Divulgação

Cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), anunciaram na quinta-feira (14), em uma conferência na Itália, que após diversas análises dos traços de uma partícula descoberta no Grande Colisor de Hádrons (LHC), foi confirmada como sendo o bóson de Higgs.

A partícula foi proposta em uma teoria de 1964, e é considerada como uma peça chave para compreensão da formação de todo o universo.  No modelo padrão da física de partículas, a expectativa é de que o bóson ao decair emite bósons W e Z, o que efetivamente acontece  com os experimentos do LHC.

Descoberta em julho de 2012, a partícula popularmente conhecida por partícula de Deus, faz parte do mecanismo que proporciona massa a toda a matéria, e tem seu nome em razão de Peter Higgs, que é um dos físicos que postularam sua existência. Na época da descoberta, os cientistas do Cern não chegaram a confirmar que se tratava do Bóson com 100% de certeza, mas havia fortes indícios.

A confirmação da partícula consolida a teoria de que os objetos ganham massa quando seus átomos e elétrons interagem com o campo de energia que contém bósons de Higgs. Porém os cientistas não sabem se o bóson encontrado é a partícula definida na teoria original ou se é um de vários, como definido em outras teorias que ampliam o modelo do bóson de Higgs.

Por enquanto fica estabelecido que o bóson de Higgs existe. Análises mais apuradas poderão ser feitas após a reforma do LHC, que de acordo com um comunicado do Cern, em fevereiro, ficará desativado por dois anos, retornando em 2015. A expectativa é que a reforma possa garantir uma potência de colisão de 14 TeV (teraelétrons-volt ou trilhões de elétrons-volt), em detrimento dos atuais 8 TeV.

FONTE - http://www.horizontems.com.br/noticias-ler/cientistas-confirmam-que-nova-particula-e-o-boson-de-higgs/2574

domingo, 30 de dezembro de 2012

Achantina fulica

                O Caramujo Africano (Achantina  fulica) foi introduzido no Brasil por volta do ano de 1988, com objetivo meramente comercial como alimento - o "escargots" - contudo muitos que trouxeram o molusco abandonaram seus projetos e não tiveram a preocupação com as consequencias em deixar ou abandonar o animal, nos rios, matas e soltos sem nenhum tipo de controle biológico, resultado - A Invasão do Caramujo Africano. 
                A meu ver não podemos fazer muita coisa, e em uma conversa informal, já houvi de tudo, - joga veneno, cal vegetal, sal grosso, mas o que pode ser feito mesmo, ninguem confirma o que dará certo. Sem falar que pode transmitir várias doenças ao homem - como a meningite e angiostrongilose abdominal. Não há nenhum estudo sobre os predadores desse pequeno animal, mas li na internet que em algumas fazendas nas regiões da Mata Atlântica, algumas especies de lagartos estariam predando os caramujoas que estavam se reproduzindo em grandes quantidades. 
              Mas, de qualquer forma, não oriento a ninguém a jogar qualquer substância no quintal sem realizar o devido estudo, mas em pricípio o caramujo pode ser coletado um a um em recepiente resistente ao fogo para ser incinerado, para evitar a continuidade da espécie, procurar locais com sombra e umidade no quintal que é onde eles se reproduzem e depositam os ovos e, acima de tudo, deixar o quintal sempre limpo.
              Uma boa opção é a criação de galináceos cujo a alimentação se baseia em pequenos invertebrados e material vegetal, mantendo assim o quintal limpo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Espécies invasoras podem trazer riscos ao meio ambiente

clipping

A pé, a cavalo, de carro ou barco, milhares de espécies animais ou vegetais viajam por todo o planeta. Alguns destes passageiros são clandestinos, outros declarados e legais, mas, de fato, muitos deles são invasores incontroláveis. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que se reúne no início de setembro na Coreia do Sul, estes “elementos alienígenas” já ocupam o terceiro lugar nas ameaças às espécies em risco de extinção.

Nos locais em que chegam, prosperam às custas de seus anfitriões – flora, fauna, atividades humanas – devorando alguns, desalojando outros ou contaminando-os com novas doenças. “As espécies invasoras têm um impacto maior no mundo e, em alguns países, o custo é astronômico”, explica Dave Richardson, diretor do Centro de Biologia Invasiva da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul.

Às vezes são espécies introduzidas voluntariamente pelo homem que saíram do controle: o ratão-do-banhado, criado por sua pele, que destrói diques e margens dos rios; ou o lagostim americano, fértil e muito resistente, que contribuiu para a extinção quase total de lagostim nativo da Europa.

O “estrangeiro” pode mostrar um aspecto muito inocente: o esquilo asiático, por exemplo, transmite doenças, ou o coelho europeu, que se reproduz em alta velocidade e devasta os cultivos, já que nenhum predador natural o neutraliza. Outros, crustáceos, vermes e simples fungos, passam despercebidos até que seja muito tarde.

Apenas no âmbito europeu, o projeto Daisie (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe), financiado pela Comissão Europeia, havia identificado 11.595 espécies “estrangeiras” no fim de agosto. Cerca de mil espécies marinhas, 2,4 mil invertebrados, mais de 6,6 mil plantas terrestres figuram no inventário europeu. E a lista não para de crescer, graças à explosão do comércio e das viagens intercontinentais.

Até a Antártida, a região mais isolada do mundo, agora está ameaçada. Um estudo americano demonstrou recentemente que os turistas e pesquisadores levaram involuntariamente sementes diferentes, que poderiam se desenvolver às custas da flora local. “A globalização da natureza planetária será difícil de deter”, adverte Jean-Philippe Siblet, diretor do Serviço do Patrimônio Natural no Museu Nacional de História Natural (MNHN) de Paris, que espera que os ecossistemas afetados se adaptem sem serem muito desequilibrados.

Segundo uma estimativa de 2001, o custo global de depredações causadas por estas espécies alcançaria a soma de 1,4 bilhão de dólares. “Sempre é difícil dar um número definitivo sobre estas coisas (…), mas o custo pode se tornar uma bola de neve à medida que transplantamos outras espécies a zonas onde existem em estado natural”, considera Tim Blackburn, diretor do Instituto de Zoologia da Sociedade Zoológica de Londres.

Tomando consciência do perigo, os Estados e regiões estão começando a organizar a luta, mas a cooperação internacional falha e, “em muitos casos, os tratados e convenções não são efetivos”, afirma Dave Richardson.
As ações que precisam ser empreendidas são caras e complicadas, e requerem investimento financeiro e humano no longo prazo. Para completar, introduzir um predador ou um inseto para frear um invasor é possível, mas sempre há o risco de fazer mais mal do que bem.

O debate é árduo entre os partidários de uma guerra drástica e os que, como Jean-Philippe Siblet, defendem uma “erradicação inteligente”. “Nem todas as espécies que chegam a um território se tornam invasoras”, indica o biólogo, que julga que “se pode ter ido muito longe na demonização de certas espécies”.

Em alguns casos, uma espécie exótica pode ser um “enriquecimento”, afirma Siblet, lembrando que muitas espécies que agora são consideradas “indígenas”, como a batata ou o tomate na Europa, por exemplo, foram importantes. (Fonte: Portal Terra)