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domingo, 26 de maio de 2013

Mais inteligentes têm menor distração lateral, diz estudo

Pessoas com QI maior têm maior capacidade de se concentrar no que está à sua frente
Pesquisadores americanos descobriram que pessoas com QI (quoeficiente de inteligência) mais alto têm maior capacidade de bloquear distrações laterais e de se concentrar no que está à sua frente.
O estudo foi divulgado na revista científica Current Biology.
Para comprovar as evidências, os cientistas aplicaram um teste visual em 53 pessoas.
Elas assistiram a vídeos curtos que mostravam a movimentação de barras pretas e brancas pela tela. Alguns vídeos preenchiam apenas uma pequena área no centro da tela, enquanto outros ocupavam a tela inteira.
Os participantes tinham como tarefa identificar se as barras se mexiam para a direita ou para a esquerda.
Os resultados indicaram que os que tinham QI mais alto eram mais rápidos ao detectar o movimento das barras quando observadas na imagem pequena, mas eram mais lentos em identificar o movimento nas imagens maiores.
O professor Michael Melnick, que participou da pesquisa, comentou os resultados.
"Com base em pesquisas anteriores, nós esperávamos que todos os participantes fossem ter mais dificuldades para detectar movimento nas imagens grandes. Mas quem tinha QI alto se saiu muito pior", diz ele.

Eficiência

Os resultados podem ajudar os cientistas a entender o que torna o cérebro mais inteligente e eficiente.
Um estudo anterior realizado com 12 pessoas mostrou que houve correlação de 64% entre a supressão de movimento e níveis mais altos de QI.
Neste estudo com 53 pessoas, o índice de correlação subiu para 71%.
Mas a habilidade de ignorar movimentos de fundo não é o único indicador de inteligência, afirmam os especialistas.
"Como a inteligência é um conceito tão amplo, não é possível associá-lo a apenas uma parte do cérebro", diz o pesquisador Duje Tadin, que também trabalhou no estudo.
Mas eles acreditam que a pesquisa fornece elementos para analisar o que é diferente nos processos neurológico, neuroquímico e neurotransmissor entre pessoas com QIs diferentes.

Fonte: BBC Brasil

sábado, 25 de maio de 2013

Mudanças climáticas impulsionaram avanços humanos, diz estudo

Desenvolvimento do 'Homo sapiens' pode estar relacionado a mudanças do clima
Uma pesquisa de cientistas europeus revela que as mudanças climáticas abruptas na África impulsionaram avanços tecnológicos e culturais no início da era moderna.
Arqueólogos já tinham notado há muito tempo que a complexidade evidenciada pelos grupos humanos era intermitente, sem um padrão regular de evolução. As causas dessa dinâmica, no entanto, têm sido alvo de debates na academia.
Análises de sedimentos marinhos sugerem uma relação próxima entre as mudanças no comportamento humano e as alterações climáticas no sul do continente africano.
A pesquisa, conduzida por especialistas britânicos, suíços e espanhóis, foi publicada no periódico científico Nature Communications.
A equipe obteve um registro da variabilidade climática dos últimos 100 mil anos por meio da análise de sedimentos marinhos na costa sul-africana.
Martin Ziegler, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, comparou as mudanças em duas partes do mundo.
"Desobrimos que a África do Sul experimentou rápidas transições climáticas rumo a condições mais úmidas na mesma época em que o hemisfério Norte registrou condições de frio extremo", diz.
"Quando comparamos a época desses fluxos repentinos de umidade com os dados arqueológicos, encontramos coincidências memoráveis. A ocorrência de diversas indústrias (de ferramentas) aparentemente coincide intimamente com o início dos períodos de mais chuvas", avalia Ian Hall, também da Universidade de Cardiff.
"Da mesma maneira, a interrupção da fabricação de ferramentas parece coincidir com a transição para condições climáticas de maior seca", complementa.
No hemisfério Norte, as intensas ondas de frio são relacionadas a uma mudança no fluxo de água quente do oceano Atlântico para as latitudes mais altas.
Já no sul da África, a resposta foi o inverso. Em vez de mais frio, houve um aumento de chuvas associado a uma mudança do cinturão de monções mais para o sul.

Mais estudos

Os registros arqueológicos no sul da África são vitais para compreender o desenvolvimento do comportamento moderno nos humanos, porque eles contêm ainda as evidências mais antigas para simbolismos e adereços pessoais.
"Impulsos (de desenvolvimento) no sul da África motivados pelo clima foram provavelmente fundamentais para a origem de elementos-chave do comportamento moderno na África, e para a subsequente dispersão do Homo sapiens de sua terra natal ancestral", dizem os cientistas em seu artigo.
Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, também participou da pesquisa. Ele destaca os resultados do trabalho mas diz que mais estudos são necessários.
"A qualidade dos dados do sul da África nos permitiu fazer essas correlações entre o clima e as mudanças comportamentais. Mas precisamos de mais dados de comparação de outras áreas antes de afirmar que essa região foi unicamente importante para o desenvolvimento da cultura humana moderna", diz.

Fonte: BBC Brasil

Enzimas liberadas por tumor estimulam ataque ao câncer, diz estudo

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que enzimas liberadas por células cancerígenas têm a função de proteger o organismo.
Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Journal of Biological Chemistry, as enzimas metaloproteinases da matriz (MMP-8) enviam uma mensagem ao sistema imunológico para que ataque o tumor.
Os cientistas, da Universidade de East Anglia (UEA), investigaram como tais substâncias agem em pacientes com câncer de mama.
Eles descobriram que as células cancerígenas que produzem altas doses de MMP-8 não sobrevivem porque essas enzimas alertam o sistema imunológico sobre a localização do tumor, ajudando o organismo a atacá-lo.
Segundo os pesquisadores, pacientes de câncer de mama que produzem boas doses de MMP-8 têm mairoes chances de cura.

Camarada

Pesquisas anteriores haviam mostrado que as enzimas MMP-8 provocavam o efeito contrário.
Segundo o pesquisador-chefe do estudo, Dylan Edwards, da Faculdade de Ciências Biológicas da UEA, antes acreditava-se que essas enzimas atuavam como "tesouras moleculares", produzindo dois agentes inflamatórios que danificam estruturas da células, abrindo o caminho para a proliferação do tumor.
"No entanto, agora sabemos que, ao mesmo tempo, as MMP-8 também servem de alerta para o sistema imunológico, que é acionado para atacar o tumor. Isso nos ajuda a entender sua função protetora", disse Edwards.
Medicamentos contra o câncer testados na década de 90 que agiam boqueando essas enzimas não se mostraram eficientes e agora essa pesquisa explica por quê.
Ainda não se sabe exatamente como a enzima produz os dois agentes inflamatórios, o que deve ser investigado em próximas pesquisas.
A médica Emma Smith, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo fornece pistas iniciais sobre como a enzima desempenha o papel de "camarada" ao recrutar as células de defesa para lutar contra o câncer.
"Mas as descobertas estão no estágio inicial e mais estudos são necesssários para provar que as enzimas são de fato eficientes no combate aos tumores", diz Smith.

Fonte: BBC Brasil

Nova gripe aviária pode ser transmitida entre mamíferos

Estudo mostra que nova cepa do vírus pode ser propagada entre furões por via aérea, o que sugere a mesma capacidade de transmissão entre humanos

O novo vírus da gripe aviária H7N9 matou 36 pessoas na China desde que foi descoberto em março. Até agora, a principal preocupação das autoridades era impedir sua transmissão das aves para seres humanos, mas uma nova pesquisa mostrou que ele também pode ser transmitido entre mamíferos (Aly Song/Reuters)
Um novo estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science mostra que a nova cepa do vírus da gripe aviária H7N9 tem a capacidade de ser transmitida entre mamíferos, inclusive por via aérea. Segundo os pesquisadores da Universidade de Hong Kong, isso demonstra que o vírus poderia, em condições específicas, ser propagado também entre seres humanos, aumentando o risco de uma pandemia.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Infectivity, Transmission, and Pathology of Human H7N9 Influenza in Ferrets and Pigs

Onde foi divulgada: periódico Science

Quem fez: H. Zhu, D. Wang, D. J. Kelvin, L. Li, Z. Zheng, S.-W. Yoon, S.-S. Wong, A. Farooqui, J. Wang, D. Banner, R. Chen, R. Zheng, J. Zhou, Y. Zhang, entre outros

Instituição: Universidade de Hong Kong, entre outras

Dados de amostragem: Seis furões infectados com o vírus H7N9, três furões sadios colocados na mesma jaula e outros três colocados em jaulas próximas.

Resultado: Todos os três animais colocados na mesma jaula foram infectados com o vírus. Um dos animais na jaula vizinha também foi infectado, demonstrando que o vírus pode ser transmissível por via aérea.
A nova cepa do vírus da gripe aviária apareceu em março deste ano, no leste da China, infectando 131 pessoas e matando 36. A maioria dos doentes havia tido contato com aves, indicando que a irradiação havia se dado a partir desses animais. Até agora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dizia não haver indícios de transmissão entre humanos.
Nesta pesquisa, os cientistas infectaram seis furões com o novo vírus. Um dia depois, três furões sadios foram colocados na mesma jaula que os infectados, e outros três em uma jaula vizinha. Os três que estavam na mesma jaula contraíram a doença. Um dos animais da jaula vizinha também foi infectado, demonstrando que a transmissão pode se dar inclusive pelo ar.
Segundo os pesquisadores, isso pode significar que, em situações semelhantes, a doença também poderia ser transmitida entre seres humanos. "As descobertas sugerem que uma ameaça de pandemia não pode ser excluída", disse a equipe de pesquisa, comandada pelo biólogo Yi Guan.
Infecção - Os cientistas descobriram que alguns animais contaminados não desenvolveram febre e outros sinais clínicos, indicando que infecções sem sintomas entre humanos são possíveis. Isso tornaria o vírus ainda mais difícil de detectar e de controlar.
Outra experiência mostra que o vírus também pode contaminar porcos, mas não tem como ser transmitido entre eles ou deles para outros animais. Mesmo assim, a equipe pediu às autoridades para manter a vigilância e evitar uma mutação que resulte em um vírus mais perigoso.
A OMS considerou o estudo bom, mas advertiu que deve-se tomar cuidado com a interpretação dos resultados desse tipo de pesquisa. "Estudos como esse são realmente úteis para aumentar o conhecimento geral, e este é muito útil para saber que, sob condições de laboratório, este vírus poderia transferir-se de pessoa para pessoa", disse o principal porta-voz da OMS, Gregory Hartl.
O H7N9 apresentou sintomas relativamente brandos nos furões, e todos eles se recuperaram em no máximo sete dias, segundo o estudo. Os pesquisadores disseram que os pacientes humanos que morreram em decorrência da doença tinham outras complicações de saúde.
Há poucos dias, a OMS disse que o H7N9 parecia ter sido controlado na China graças a restrições impostas a mercados de aves. Nenhum novo caso foi registrado desde o começo de maio.
(Com Agência France-Presse e Reuters)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude