Tragédia do Butantã ronda museus científicos
Nilson Gabas Junior, diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, conta que recentemente a equipe se deu conta de um erro que era cometido no local. Como o álcool era comprado uma vez ao ano por meio de licitação, pesquisadores "estavam armazenando o álcool nas suas salas e nos corredores". O acervo de zoologia do museu conta com cerca de 2,2 milhões de espécimes.
Ele apontou como algumas das demandas físicas do Goeldi a "reforma dos sistemas elétricos de todos os prédios que abrigam coleções, utilizando materiais de alto padrão de segurança e a instalação de sistemas ativos anti-incêndio, adequados a cada acervo". Também abordou a necessidade de adquirir armários corta-fogo.
O diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), Hussam Zaher, considera necessário adotar medidas emergenciais. "Aqui temos 10 milhões de espécimes na coleção", calcula Zaher. "Um incêndio causaria uma tragédia maior que a do Butantã." Ele aponta que a atual reitoria da USP deseja transferir o museu do Ipiranga para a Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. "As coleções cresceram exponencialmente nas últimas décadas. Precisamos de espaço", afirma.
Na 62.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada no mês passado, em Natal, pesquisadores de todo o País defenderam investimentos nos museus. "É preciso fazer um consórcio interministerial para que se consiga uma manutenção adequada para a preservação dos acervos", diz Miguel Trefaut Rodrigues, da USP. Ele, que já foi diretor do Museu de Zoologia, ressalta que as coleções são ferramentas fundamentais para a educação dos graduandos.
(Com Agência Estado)
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/tragedia-do-butanta-ronda-museus-cientificos
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