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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cartilha orienta sobre mitos de congelamento de cordão umbilical

Por ANVISA
24 de maio de 2013

Já está disponível para pais e mães de todo o Brasil uma cartilha da Anvisa que busca esclarecer as verdades sobre o armazenamento do sangue de cordão umbilical. Apesar desta prática ter crescido nos últimos anos, muitas pessoas ainda desconhecem os reais benefícios e as limitações desse tipo de transplante.

O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e por isso pode ser uma alternativa no tratamento de doenças hematológicas. Porém, são raros os relatos da realização de transplantes de sangue de cordão autólogo em nível mundial. Também não há estatísticas quanto ao uso e eficácia destes tratamentos. Um dos motivos é que o sangue de cordão pode carregar o mesmo material genético e os mesmos defeitos responsáveis por uma doença que venha a aparecer nos primeiros anos de vida da criança. O uso de células do cordão da própria pessoa é desaconselhado, por exemplo, em casos de leucemia.

No Brasil, entre 2003 e 2010, 45.661 unidades de cordão umbilical foram armazenadas em bancos privados, mas apenas três foram utilizadas para transplante autólogo, ou seja, do próprio doador. A grande maioria dos transplantes que utilizam as células-tronco do sangue de cordão é realizada com células armazenadas em bancos públicos. Mais de 10 mil pacientes no mundo todo foram tratados desta maneira.

Atualmente, o tratamento de doenças não hematológicas com o sangue de cordão umbilical é muito mais uma promessa do que uma realidade.

A cartilha também busca incentivar a doação para o banco público. Esta é a melhor maneira de garantir que o material guardado será útil no tratamento de algum paciente.
 
Confira aqui a íntegra da cartilha.
 
O serviço é fornecido pela Rede BrasilCord reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Plancentário (BSCUP). O objetivo é armazenar amostras de sangue de cordão umbilical, material rico em células-tronco hematopoéticas (capazes de produzir os elementos fundamentais do sangue), essenciais para o transplante de medula óssea. O primeiro BSCUP público foi criado no INCA em 2001. A Rede BrasilCord entrou em vigor em 2004 por força da Portaria N°. 2.381/GM.
Coordenada pelo diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA, a Rede recebeu R$ 31,5 milhões do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2008 para expandir-se no país. A Fundação do Câncer, entidade sem fins lucrativos que apoia o INCA, administra estes recursos.
Com a Rede BrasilCord, as chances de transplante para pacientes que não possuem um doador aparentado aumentam consideravelmente, bem como o número de transplantes a serem realizados, salvando mais vidas. A expansão da Rede prevê unidades em todas as regiões do país, para contemplar a diversidade genética da população no Brasil.
De acordo com levantamento realizado com base nas informações do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), a chance de um brasileiro localizar doador em território nacional é 30 vezes maior em relação à possibilidade de encontrá-lo no exterior, por conta das características genéticas. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 30% das famílias brasileiras - para 70% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários e bancos públicos de sangue de cordão umbilical.
Situação atual - Com a inauguração do Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical em Curitiba, em dezembro de 2011, a Rede BrasilCord amplia a cobertura existente em todas as regiões do país. Esta é a décima segunda das 13 unidades planejadas para funcionar até 2012 no país. Será inaugurado outro em Belo Horizonte (MG). Os outros onze bancos de sangue de cordão em funcionamento: quatro em São Paulo, um no Rio de Janeiro (no INCA), um no Distrito Federal, um em Santa Catarina, um no Rio Grande do Sul, um no Ceará, um no Pará e um em Pernambuco. Atualmente, o País conta com cerca de 10 mil unidades de cordão armazenadas. Porém, os treze bancos juntos terão capacidade de armazenar até 65 mil bolsas de material genético da população brasileira - quantidade considerada ideal para a demanda de transplantes no país, somada à colaboração dos doadores voluntários de medula. Outro benefício é levar desenvolvimento tecnológico, servindo de base para novos centros realizarem transplantes. O investimento médio em cada banco da expansão da Rede foi de R$ 3,5 milhões.
Doação de cordão umbilical - A doação do cordão umbilical do recém-nascido para um banco público é voluntária e autorizada pela mãe do bebê. As unidades armazenadas ficam disponíveis para qualquer pessoa que precise de transplante de medula óssea, indicação para pacientes com leucemia e outras doenças do sangue. Quanto mais cordões armazenados, maior a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas. Os bancos da Rede BrasilCord mantêm convênio com determinadas maternidades para coleta dos cordões. As doações só podem ser realizadas nesses hospitais conveniados, onde existem equipes treinadas para realizar a abordagem da gestante, acompanhamento da gestação e coleta do material no momento do nascimento da criança.

Fonte: http://www.inca.gov.br

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