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quarta-feira, 22 de maio de 2013

História Natural das Doenças - EPIDEMIOLOGIA

Bom, passei a maior parte de minha vida convivendo com fumante, meu pai, e hoje consigo algumas respostas para a minha asma. Não é culpa dele, até porque, alguns anos atrás não se tinha a informação de hoje. Então, pais fumantes devem evitar fazer uso do cigarro próximos de seus filhos, para evitar que eles tenham problemas respiratórios no futuro.

E como a doença não aparecer nos primeiros anos de vida, os pais, acham que está tudo bem com a criança, fato que não é verdadeiro.

Na ausência da interferência médica, a História Natural das Doenças, pode ser subdividida em quatro fases:
a) Fase inicial ou de susceptibilidade.
b) Fase patológica pré-clínica.
c) Fase clínica.
d) Fase de incapacidade residual.

Na fase inicial, ainda não há doença, mas, sim, condições que a favoreçam. Dependendo da existência de fatores de risco ou de proteção, alguns indivíduos estarão mais ou menos propensos a determinadas doenças do que outros. Exemplo: crianças que convivem com mães fumantes estão em maior risco de hospitalizações por IRAS no primeiro ano de vida, do que filhos de mães não-fumantes (Macedo, 2000).

Na fase patológica pré-clínica, a doença não é evidente, mas já há alterações patológicas, como acontece no movimento ciliar da árvore brônquica reduzido pelo fumo e contribuindo, posteriormente, para o aparecimento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

A fase clínica corresponde ao período da doença com sintomas. Ainda no exemplo da DPOC, a fase clínica varia desde os primeiros sinais da bronquite crônica - como aumento de tosse e expectoração - até o quadro de cor pulmonale crônico, na fase final da doença.

Por último, se a doença não evoluiu para a morte nem foi curada, ocorrem as sequelas da mesma; ou seja, aquele paciente que iniciou fumando, posteriormente desenvolveu um quadro de DPOC, evoluiu para a insuficiência respiratória devido à hipoxemia e passará a apresentar severa limitação funcional - fase de incapacidade residual.

Conhecendo-se e atuando-se nas diversas fases da história natural da doença, poder-se-á modificar o curso da mesma; isso envolve desde as ações de prevenção consideradas primárias até as terciárias, para combater a fase da incapacidade residual.

Fonte: Apostila Epidemiologia

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